sábado, 16 de agosto de 2008







"Não posso negar o que já li, nem esquecer onde vivo.
Nego-me a folclorizar meu subdesenvolvimento para compensar as dificuldades técnicas." ( Caetano Veloso )


segunda-feira, 11 de agosto de 2008


PAULO FREIRE VIVE?

"Existir é, assim, um modo de vida que é próprio ao ser capaz de transformar, de produzir, de decidir, de criar, de recriar, de comunicar-se " (FREIRE, 1982, p. 66).


"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho; os homens se libertam em comunhão" Paulo Freire




Encontro sobre Educação Pública lança Grupo de Trabalho por Fórum na Zona Leste.


Na noite deste sábado, dia 26 de Julho de 2008, um grupo composto de estudantes, professores, artistas, membros de movimentos populares e universitários, reunido propôs a criação de um grupo de trabalho para formação de um Fórum sobre Educação Pública na Zona Leste. O Encontro faz parte de uma série de reuniões que vem sendo realizadas afim de mobilizar várias lideranças da região de Itaquera para buscar parcerias e propor uma alternativa político-pedagógica para a Educação Pública.Professor Fabiano Ramos Torres, mestrando em Filosofia e Educação pela USP, esteve presente no evento e destacou a “resistência” ali simbolizada, porque um “apartamento da Cohab” sediava o evento mesmo não sendo projetado para tal intento. A periferia rompe com os clichês e impulsiona um movimento filosófico popular e democrático para buscar uma alternativa viável para a educação pública.As discussões giraram em torno da necessidade de se pensar uma alternativa pós-moderna de pedagogia e do espaço público em si. A própria estrutura do futuro fórum foi debatida de modo que optou-se por desmontar as estruturas vigentes e estabelecidas, tais quais as departamentalizações, e um secretário pronto a relatar os acontecimentos, com isto, procuram obter relatos múltiplos e multifocais. A arte-educadora Aline Vinha declarou seu apoio ao movimento e ressaltou a necessidade de estabelecer uma relação de respeito ao saber do próprio aluno sem, contudo depreciar ou deixar depreciar o conhecimento científico. Ao invés de impor, propor.A grande crítica, contudo, girou em torno da proposta vigente: o conceito atual de cidadania está intrinsecamente ligado a idéia de trabalho, e o ensino técnico apresenta-se como instrumentalizador para que o jovem seja incluso neste ‘mercado’. Sendo assim, só é cidadão aquele que está incluído num mercado de trabalho capitalista, logo este modelo educacional formal reafirma a condição desigual do capitalismo tardio e deprecia a formação cultural, humana, filosófica e crítica.O estudante de teologia, Edson Douglas de Oliveira, apoiador do movimento, lembrou aos participantes que a Escola, enquanto instituição está de fato falida, e uma alternativa educacional viável somente surgirá das bases, da sociedade, do popular, da comunidade.O Encontro decidiu formar um Grupo de Trabalho composto por Paulo Ricardo de Lima, Professor Fabiano Ramos, Edson Douglas de Oliveira, Michael Thomas de Oliveira, Agnes Karoline, Aline Vinha Coelho, Rafael Alves, Guilherme e Cássio Rubens Zanuttin. O Próximo encontro está previsto para ocorrer no dia 09 de agosto e poderá contar com a presença de lideranças de vários movimentos Pró-educação pública.
paulo-educafe.blogspot.com

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mulher

Vivo em um mundo que não me pertence.
Em nenhuma configuração dele existe minha permanencia com importancia
Por isso sou sempre colocada a esperar.
O amor, a pessoa, a fase, a amizade, o prazer.
Cansei...De esperar que alguns desses pequenos codigos de linguagem fossem existir em minha vida.
Nada disso me resta.Acabou.
E assim se explodi mesmo que internamente seu mundo acaba.
O amor não existe.
A pessoa é algo despressivel.
A fase sem parametros.
A amizade um ego inconclusivel.
O prazer tão inotavel.
NAda me resta.

Devir-bacante

por não ter consciência do que faz e não apresentar claramente o seu saber, o poeta trágico será desvalorizado, desclassificado pelo saber racional.”1


Minoridade - O que é um saber menor? Aqui, procuramos compreendê-lo como um saber subalterno ( ou dominado, subordinado ) no sentido em que Foucault o define, a saber:

1º “ conteúdos históricos que foram sepultados, mascarados em coerências funcionais ou em sistematizações formais”. ( Eis o que aconteceu com as “modalidades da sensibilidade”. Por essa expressão, Marc Jimenez, entende: “ o desejo não-dominado, paixão selvagem, procura desenfreada de gozo”. Jimenez p. 24, as modalidades são os conteúdos históricos sepultados. )

2º “ uma série de saberes que tinham sido desqualificados como não competentes ou insuficientemente elaborados: saberes ingênuos, hierarquicamente inferiores, saberes abaixo do nível requerido de conhecimento ou de cientificidade.”

1MACHADO, Roberto . Nietzsche e a verdade. pg. 35. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.

" A invenção não é prerrogativa dos grandes gênios, nem monopólio da indústria ou da ciência, ela é potência do homem comum ( Tarde/Lazzarato ). Todos e qualquer um inventam, na densidade social da cidade, na conversa, nos costumes, no lazer – novos desejos e novas crenças, novas associações e novas formas de cooperação.”

( Peter Pal Pelbart )



Pequenos Viajantes...



É só você olhar mais de perto. E verá que se trata de pequenos monstros. Aterrorizam, não por conta de uma força física – uma pisada poderia esmagá-los. Mas pela feiura. Porque já estavam lá, mesmo antes de podermos imaginá-los. Repugnam e ao mesmo tempo nos fascinam. Eles estão por ai e surgem de repente, nas paredes, nos jardins, entre os livros de nossas bibliotecas. São traças, pragas, blattas as mais miseráveis, coisas, cascas acastanhadas – isso também nos assusta: que vejamos alguma beleza no lustre de asas ojerizas. Os carrapatos com toda estratégia. As pulgas por entre as frestas. Sabe, toda essa coisa que teimamos ignorar? Elas andam por ai...aos milhares, ao milhões...e sem que tenhamos percebido, tomaram nossa casa...